June 7th, 2008
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minha vida
Eu já tive um amigo imaginário. Não era exatamente um amigo, era uma amiga. Uma amiga-fada. Ela me fazia companhia quando eu tinha uns 4 anos. Mais ou menos na mesma época em que meus pais brigavam. Ela era como uma presença que me acalmava. Mas ela sumiu logo depois que meu pai foi embora. Eu não sei se acredito em anjos. Mas ela foi um anjo pra mim. Um anjo que me consolou na infância e que eu gostaria muito de ter por perto agora.
May 31st, 2008
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minha vida
Escrever em um blog é algo que eu nunca pensei em fazer. Sempre fui fechada, calada; às vezes era um pouco agressiva com as pessoas. Eu sempre tentei me defender. O mundo parecia um imenso campo de batalha. E eu sempre me vi cercada por inimigos.
Quando eu me sentia sozinha, eu escrevia no meu diário. Na verdade, eu sempre escrevia no meu diário porque eu sempre estava sozinha. Minha mãe saía pra trabalhar, eu voltava da escola, ia direto pro quarto contar ao meu diário o que tinha acontecido naquele dia. Sempre gostei de escrever. O meu diário sempre foi um bom companheiro. Tenho um desde que eu tinha 10 anos e já sabia escrever bem.
E agora, aos 15 anos (dizem que é a idade em que a mulher ‘aflora’), continuo escrevendo como se isso fosse uma forma de aliviar os problemas. E tá aí a questão: isso alivia mesmo os problemas.
May 27th, 2008
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críticas
Eu não gosto de orkut. Sinceramente, não tenho e nunca usei. E acho ridícula a idéia de criar um perfil na web e participar de várias comunidades só para dizer: é daquilo que eu gosto, é isso que eu penso, é disso que eu preciso. Mas nós não precisamos disso!
Não somos definidos por tópicos como “cozinhas”, “primeiro encontro ideal” e “paixões”. Eu posso amar Deus e ser um terrorista. Entendem? Eu posso ter uma vida social normal e ser um serial killer. E nada disso (não exatamente se tratando desses casos extremistas) me impede a ter um “profile” no orkut.
As pessoas mentem e fazem de tudo para parecerem “parte da tribo”. Eu sei como é, sou humana. Também quero ser legal e amigável. Mas simplesmente por querer ser querida. Na internet eles extrapolam isso. Todos são legais e têm muitos amigos. Todos eles “se amam”. Aí já entramos com outro problema! Eles banalizaram a palavra amor.
Eu poderia ficar aqui o dia todo elaborando teses e análises desse complexo sistema de relacionamentos on-line (e eu nem sou filósofa!), mas só lhes dou um conselho: viva sua vida e seja feliz com quem está ao seu lado.
A internet é uma ilusão. E nós que estamos por trás dela também. Saia da frente dessa tela azul e vá ler um livro. É o melhor que você tem a fazer. E tome juízo!
Fiquem com Deus!
(ele é a única ilusão salvadora)